Escolas, entidades e demais instituições educativas, públicas ou privadas, possuem especificidades de uso e de funções de suas áreas livres que podem e, muitas vezes deveriam, estar representadas também em seus jardins. No sentido de promover a paisagem como uma ferramenta educativa, cabe aos espaços de saber permitir que o patrimônio cultural e o conhecimento sejam acessíveis e constantemente reconstruídos entre os diversos frequentadores destes ambientes, sejam professores, estudantes, colaboradores ou visitantes.


Instituto Agronômico de Campinas / Jardim Botânico Santa Elisa : Com o objetivo de celebrar os 500 anos de descobrimento do Brasil, o IAC lançou o Projeto IAC 500 anos para fechar o ano 2000 com a elaboração, por uma equipe multidisciplinar, de um grande projeto arquitetônico e paisagístico cuja proposta envolvia a utilização de áreas da Fazenda Santa Elisa em Campinas para edificação de equipamentos regionais voltados ao turismo, à conservação botânica, à pesquisa científica e às ações socioculturais e educativas. Foi a partir deste projeto que nasceu a pesquisa de mestrado desenvolvida na FAU-USP por Andre Graziano (sob a orientação de Catharina Lima e Luiz Matthes) que resultou na dissertação: Jardim Botânico Santa Elisa do IAC: Um Jardim Botânico Agrícola no Brasil.

A pesquisa/ação teve como resultados práticos o mapeamento de toda a fazenda, de seu entorno e das relações com a comunidade, de suas coleções botânicas, a setorização produtiva, cultural e econômica das atividades de pesquisa agronômica no seu plano de uso do solo além de diversas atividades e possibilidades de ação alinhadas com as características internacionalmente reconhecidas da Botanic Gardens Conservation International (BGCI - http://www.bgci.org), que coordena as instituições botânicas globalmente. http://www.iac.sp.gov.br

 

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Jardim Botânico de Jundiaí:Tendo em vista a criação do novo Paço Municipal de Jundiaí em um grande terreno rochoso em aclive, cuja vegetação existente foi fruto de pesquisa de professores e alunos de pós-graduação da ESALQ-USP, os profissionais da Licuri foram contratados para, a partir desta situação existente, desenvolver o Jardim Botânico de Jundiaí. A elaboração teórica do JBJundiaí envolveu a determinação, oficializada por Lei Municipal, de permitir que compensações ambientais pudessem ser efetivadas com a aquisição de áreas contínuas na Serra do Japi com o objetivo de conservação e preservação de biodiversidade (Sede da Serra), que seriam o ponto de partida para o projeto arquitetônico e paisagístico da área urbana (Sede da Cidade) do JBJundiaí, localizada no mesmo terreno do Paço Municipal.

A Sede da cidade foi projetada de maneira a representar a Flora da Serra do Japi, que pode ser apreciada e reconhecida pelos visitantes, ao mesmo tempo em que traz uma série de outras espécies vegetais nativas e exóticas que juntas constituem as coleções botânicas da instituição. Unindo a função de preservação (Serra) aos espaços e estruturas de pesquisa científica e de educação ambiental e cultural, a Sede da Cidade é o ponto de partida para que a população possa frequentar a Serra do Japi, além de abrigar a maior parte das atividades culturais e educativas sob a responsabilidade do JBJundiaí. Atualmente a instituição já está fisicamente ligada ao Parque da Cidade, dentro do plano de expansão traçado e seus jardins exibem uma grande variedade de plantas dispostas no terreno, constituindo um local bonito, agradável e cujo foco reside na informação à população. Em seus jardins, estão também representados os países de origem dos fundadores do munícipio, cabendo à vegetação o papel de demonstração sociocultural e estética de cada um de seus povos. http://jardimbotanico.jundiai.sp.gov.br

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Laboratório Nacional de Luz Sincrotron – Projeto Sírius:

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Instituto Pietro e Lina Bo Bardi – “Casa de Vidro”:

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Orquidário Municipal de Lençóis Paulista:

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